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Consent Mode v2 do Google: o que é, por que importa e como configurar

O Consent Mode v2 é o jeito de o seu banner de cookies conversar com as tags do Google. Sem ele, ou o site rastreia quem recusou, ou o Google Ads e o GA4 perdem as conversões dessas pessoas. O que ele é, como funciona e o que ele não faz.

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Resposta curta

O Consent Mode v2 é a API pela qual o banner de cookies informa às tags do Google o que o visitante aceitou, por quatro sinais (ad_storage, analytics_storage, ad_user_data e ad_personalization). Ele começa tudo como negado e atualiza após a escolha. Não substitui o banner nem bloqueia tags de outras empresas.

Você instalou um banner de cookies, o visitante clicou em "Recusar", e o Google Ads continua contando a conversão dele. Ou o contrário: o banner bloqueia tudo direitinho e, desde então, metade das conversões sumiu do painel do Ads.

Os dois problemas têm a mesma causa: o banner e as tags do Google não estão conversando. O Consent Mode é o protocolo que faz essa conversa acontecer.

É uma API do Google em que o site declara, antes de qualquer tag rodar, o que o visitante permitiu. As tags do Google (GA4, Google Ads, Floodlight, e as que passam pelo Google Tag Manager) leem esse estado e ajustam o comportamento: gravam cookie ou não, enviam identificadores ou não.

O fluxo tem dois momentos:

  1. default — no carregamento da página, antes das tags, o site declara tudo como denied.
  2. update — quando o visitante escolhe no banner, o site atualiza para granted o que foi aceito.
// no carregamento, antes das tags do Google
gtag('consent', 'default', {
  ad_storage: 'denied',
  analytics_storage: 'denied',
  ad_user_data: 'denied',
  ad_personalization: 'denied'
});

// depois que o visitante aceita análise, mas não publicidade
gtag('consent', 'update', {
  analytics_storage: 'granted'
});

O que mudou na v2

A versão 2, que o Google passou a exigir em março de 2024 para tráfego do Espaço Econômico Europeu, acrescentou dois sinais aos dois que já existiam:

Sinal Controla
ad_storage cookies de publicidade
analytics_storage cookies de análise (GA4)
ad_user_data novo — envio de dados do usuário ao Google para publicidade
ad_personalization novo — uso dos dados para remarketing e anúncios personalizados

Sem os dois sinais novos, o Google trata o visitante europeu como sem consentimento para publicidade, e recursos como remarketing e listas de público deixam de ser alimentados.

E no Brasil? A exigência formal do Google mira o EEE e o Reino Unido. Para quem anuncia só no Brasil, o motivo para configurar é outro: a LGPD exige consentimento antes do rastreamento, e o Consent Mode é a forma de respeitar a recusa sem perder toda a medição.

Modo básico × modo avançado

Aqui está a diferença que decide quanto dado você perde.

  • Básico: as tags do Google só carregam depois do aceite. Quem recusa não manda nada — nem um sinal anônimo. Simples e conservador, mas o Ads fica cego para essa parcela do tráfego.
  • Avançado: as tags carregam desde o início, com o estado negado. Para quem recusou, elas não gravam cookies e enviam apenas pings sem identificador. O Google usa esses sinais para modelar as conversões que não pode observar.

O avançado recupera parte das conversões, mas envolve envio de sinais ao Google mesmo de quem recusou. Se isso é aceitável depende da sua leitura jurídica e do que você informa na política — é uma decisão sua, não da ferramenta.

Três confusões comuns:

  • Não é um banner. Ele não pergunta nada ao visitante. Precisa de um banner que colete a escolha e chame o update.
  • Não bloqueia nada fora do Google. Meta Pixel, TikTok, Hotjar e Clarity não leem o Consent Mode. Para eles, o bloqueio precisa ser feito pelo banner — segurando o script até o aceite.
  • Não é prova de consentimento. O registro de quem aceitou o quê, e quando, continua sendo responsabilidade do banner.

Como configurar

Os passos, em qualquer ferramenta:

  1. O default negado precisa rodar antes de qualquer tag do Google. Se o GTM carrega primeiro, a primeira página já rastreou.
  2. O banner precisa chamar o update com as categorias certas: análise → analytics_storage; publicidade → ad_storage, ad_user_data e ad_personalization.
  3. A escolha precisa ser reaplicada em toda página — o visitante que aceitou ontem não pode voltar ao estado negado hoje.
  4. No GTM, confira em Admin → Configurações do contêiner → Visão geral de consentimento se cada tag declara os sinais de que depende.

Para testar: abra o Tag Assistant do Google, carregue a página sem aceitar e confira que o estado inicial é denied. Aceite e confira o update.

Com a Cokei

Na Cokei, a plataforma de consentimento da M2HP, o Consent Mode v2 é um interruptor no painel (a partir do plano Pro). Ligado, o script da Cokei:

  • declara o default com os quatro sinais negados no carregamento, antes das tags do Google;
  • chama o update quando o visitante escolhe, mapeando as categorias do banner para os sinais;
  • reaplica a escolha em toda página, a partir do cookie de consentimento;
  • e faz o mesmo quando o visitante reabre as preferências e muda de ideia.

Para as tags que não são do Google, a Cokei faz o bloqueio de verdade: segura o script até a categoria ser aceita. E ela diz por escrito onde o bloqueio automático não alcança — as tags disparadas de dentro do GTM são uma delas, e é justamente para essas que o Consent Mode é o caminho.

Quer conferir se o seu site respeita a recusa antes de mexer em qualquer coisa? A auditoria do Sentinela aponta tracker carregando antes do aceite, e o texto sobre os achados de LGPD explica como corrigir cada um.

Um banner de cookies que a LGPD aceita, sem montar nada à mão.

A Cokei é a plataforma de consentimento da M2HP, a mesma empresa do Sentinela: encontra os cookies do site, segura os que dependem de consentimento e registra a escolha de cada visitante. Recusar tem o mesmo peso de aceitar. Plano grátis sem prazo e cobrança em real.